Antes de qualquer coisa armou o cavalete
Antes que se pudesse esboçar qualquer reação
Pôs o pincel a bailar sobre a tela em branco.
Bailava num ritmo inebriante
Ora sobre a tela em branco
Ora sobre a aquarela multicolorida
Ora sobre a tela pintada
Ora sobre a aquarela vazia
Em doces movimentos harmônicos simples.
No início não parecia com nada
Mas logo tomou forma, conteúdo, beleza, luz
Massa, volume, densidade, movimento, energia
Desde os seus vermelhos até os seus azuis
Agora se parecia com algo que eu bem conheço
Mas não consigo nomear.
Continuava,
Até que a aquarela se fez completamente vazia
Sem tinta, sem cor.
Aquela tela inacabada que outrora brilhava
Agora ficava opaca, alí, inerte, estática
Mas ainda era bela, era arte.
P.S.: Ele fez arte na minha vida, mas eu me entretia com os quarenta e três pôres-de-sol que aconteciam.
sábado, 7 de abril de 2007
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